segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SANTO HIATO

Eu conto, e falta um para três, codificado em numerologia mítica... Brahma-Vishnu-Shiva, uma retórica não significativa para um racional escorpiano. Sendo eu libriano, seu inferno astral, há dialética em presenciar-te quando leio na Bravo! “O mal como recompensa” ou ouço Sad Piano e Cibelle diz: Left behind, left behind...
A cada foto sua distorcida em que a realidade antes desejada, agora onírica, no universo de Sandman, o (a) Desejo olha cinicamente enquanto escrevo, ele (ela) sabe o quanto é visceral meu medo... A única resposta que tenho é o chakra básico a contorcer, a mente em vertigem ao vazio, os dedos no extenso alfabeto...Certeza é sua INconsciente provocação... é palpável,amniótica.
Tomar uma cerveja, assistir “Melancholia” ou simplesmente olhar, e ser isto o bastante, uma ratificação não científica e sim emocional... que desintegre meu hermetismo imaturo... e que eu recomece a escrever:
Falta um dia para três semanas...


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ERA PRA SER UMA FELICITAÇÃO DE ANIVERSÁRIO...



Estou tentando identificar quem sou, para correlacionar com esta data... racionalizar sempre? Com 21 desaparecem as diferenças que eram visíveis até os 18 e aos 24 percebemos que nossas verdades, aliás... quais são???
Hoje eu apenas sinto,  e isto é tão dicotômico... o que deveria ser intrínseco, consideram execrável, absorvi. Escrever sobre ti é tão difícil quanto estudar física quântica para um professor inócuo de história... são presentes tantos medos e tantas vontades.
Apenas o melhor. Uma egrégora de respeito, carinho, afeto, gratidão, amor!
Parabéns... em sua consciência, seus projetos, tudo realizar-se-á Leonino... dotado da vitalidade  Solar,  encontre o equilíbrio do racional e emocional ou saiba que viver é apenas um dia, numa sexta, sem pretensão alguma, o destino lhe apresente alguém tão adorável e tão desconhecidamente essencial...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

OX..igênio

Simplesmente só, em tempos que a dor sobrepõe ao julgo da inquietude e necessidade humana.
Ox conhecera a liberdade de maneira orgânica na qual o limite é apenas uma invenção gramatical. Entre experimentações carnais, sangue, suor, sêmen, saliva sulfúrico... amarga e cristã redenção “SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?”, na antropofágica cidade e sua fétida estrutura acolhedora, denotava o desprender de dogmas, conflitos, paradigmas, família, Estado, educação... pseudo-verdades advindas de fármacos, aplicavam-lhe a máxima “SER TUDO, DE TODAS AS MANEIRAS!”.
Respirar...inspirar...respirar...inspirar, assim como o oxigênio aero-transportado embasa tua permanência em vida – (“PRECISAMOS DE TRAQUESTOMIA!”)- pelas tuas origens fecundativas transportou o cerne da purificação – (“CUIDADO COM OS FLUÍDOS DELE!”)- vírus, demônio, culpa, mãe ou “DEUS SABE O QUE FAZ!” – (“ESTAMOS PRDENDO A PULSAÇÃO!”)-, entre intervenção ou introdução, respira-se o fim...
Mas o meio, depois do começo e antes do fim, colocou, chuva, trânsito, precariedade e um semáforo desconexo com a realidade.
Seu corpo rompeu... novamente... fora da ambulância, podia ser absorvido... ABSORTO, aguardo o túnel,a  luz e o fim...
Será?

terça-feira, 22 de março de 2011

PROJETO: NÓS DE NÓS MESMOS - DANCE IN THE DARK


PERSONAGEM: Acordei, e não consigo encontrar resposta para esta ação.
Sento na privada com meu ultimo cigarro tentando calcular o número de baratas mortas e não me assustando com a idéia de que elas passaram onde coloco a minha bunda agora.
Já orei mesmo descrente, já pedi mesmo cansado e eu não consigo para de pensar!!! Por favor, um instante de paralisia cerebral.
Abro a geladeira desligada, existe apenas uma garrafa de vodka, um gole, uma careta, um palavrão e um singelo BOM DIA.
Tento pensar na hora, nas responsabilidades, na roupa que ainda serve e em não ser tão dramático... sem pena, não preciso, isto não culmina meus empréstimos.
Bicicleta com pneu murcho, celular sem crédito. Caminho até o moto-táxi, imagino vários acidentes que ocasionalmente podem ocorrer, novamente oro, peço, bato palmas e ouço “Baby loves to dance in the dark...”
O moto-taxista prova sua virilidade acelerando, passando pelos buracos e esquecendo-se do sinal verde, está distraído com as mulheres em suas caminhadas matinais.
Ao chegar ao trabalho e tentando não sentir culpa pelo meu fracasso e o fracasso de todos... eu só desejo a resposta: será que realmente eu estou vivo?

PROCESSO: NÓS DE NÓS MESMO - REJEIÇÃO

FACE 1: Quantas vezes eu já lhe falei, avisei e implorei, mas o seu grande costume é pensar somente em você, você, você...
FACE 2: Levanta agora, e cumpra suas obrigações pois esta é A MINHA CASA!.
FACE 3: Aliás, o que você gosta de fazer? Além de não me ajudar,  tenho APENAS despesas...  ABAIXE isto antes que eu quebre!!!
FACE 4: Não confio mais em você, todos estes anos foram a mesma coisa, e uma desculpa diferente para conseguir o meu dinheiro. Eu fico limpando, lavando, passando desde os cinco anos de idade, enquanto você diz: Eu sei o que EU faço! Sua irmã apanhou horrores, passou até fome e você não, não tem este direito, nunca lhe faltou nada.
FACE 1: O que eu quero que você realmente saiba é que não sou sua mantenedora!!! Enfrentei pai, patrão e marido e não serão os filhos que irão sugar-me ainda viva. Saiba que, se BATER tem que me matar...
FACE 2: MATAR...
FACE 3: MATAR...
FACE 4: MATAR...
TODAS AS FACES: Assim como eu o matei ainda dentro de mim...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

II REIS 2:24 E, VIRANDO-SE ELE PARA TRÁS, OS VIU, E OS AMALDIÇOOU EM NOME DO SENHOR. ENTÃO DUAS URSAS SAÍRAM DO BOSQUE, E DESPEDAÇARAM QUARENTA E DOIS DAQUELES MENINOS.

ZOO SACRO




      Se por ventura, eu me torna-se apócrifo.
      Em sagratura, capítulo Cruz Damasceno.
     Dedicado ao Imperativo desejo não humano, por ventura, por acaso, por caminho, por destino (?) e por fim, em teu contato com figuras de linguagem, a tua figura construída com linguagem, URSO, em convergência com a particularidade do nicho, eu em divergência ao sabor da carne, emulando teu livro de faces, constituindo a química que absorvi através de filamentos mecânicos.
     Eu fui em verdade, a verdade... e em conspirações zodiacais (temido virginiano), você tornou-me merecedor, em gratidão.
     Ao fim, em Apocalipse... “enquanto o tempo, ao qual durar”, prole de organicidade, canibalismo gentil, em que na epígrafe avessa, seja a epígrafe eterna.
     AMÉM.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MEL DO DRAMA

PRIMEIRAS GOTAS

Determinei o olhar, o virtuosismo do sol não soube rasgar as nuvens assim como teu ácido estomacal odoriza o absorver-me.
A fossa, pútrida, alojou-se no plexo solar, ascendeu da base, do básico.
Kundalini retorcida, exasperada pelo microorganismo que suplantei.
Vontade atendida, autodestruição catártica.
Consuma teu fôlego, falência cardíaca, estocada cênica, por favor goze, por favor, gozo!

FORMAÇÃO CHUVOSA

            FACA
            TÁBUA
            ALMEIRÃO
           
            Enrole cerca de 07 folhas da verdura acima citada, com uma pressão adequada para dissolver o vácuo, posicione-as sobre a tábua, lúdico domínio, sistematizar eliminação.
            Com o auxílio das unhas meça o deslizar da lâmina previamente afiada da faca, também acima citada, olhe para a câmera, sorria, “If you see me walking down the street/ And I start to cry each time we meet/ Walk on by, walk on by”, ele prepara o molho, a máquina centrifuga as meias, o sorriso nunca desaparece, ACREDITAR.
            “Molho ao modo Ricardo”, quem é Ricardo?
            O intestino, peristáltico, molho, meias brancas, jogo americano, pêssego: você subestima-me igual a minha mãe.
            Cortei o dedo, cores complementares, quem é Ricardo? Vou continuar tingindo o almeirão até você responder: QUEM É RICARDO?
            Enquanto isto, ele estende as meias no varal, sem sol!
“Make believe/ that you don't see the tears. Just let me grieve in private 'cause each time/ I see you/ I break down and cry/ and walk on by.”

FLUIDEZ AQUOSA

            Mensageiro dos ventos com ursos de acrílico, eles entoam e seus dedos aderem-se as minhas entranhas. Narro a evolução do circuito elétrico... biologia, escatologia, você assim deseja.
Fonemas divergentes do id, la película comienza:
            Eu absorto em ira, destroço com machado guarda-roupas de mogno;
            Eu vestido de lama, amaldiçoado por pastores televisivos;
            Eu chorando nu, arrancando pedaços de minha carne;
            Eu coma consciente; degustado por sêmen alheio.

            "¡NO HAY BANDA!”

            “Se não tivesse gostado de você, já o teria mandado embora”, entoou o urso de acrílico.