quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

II REIS 2:24 E, VIRANDO-SE ELE PARA TRÁS, OS VIU, E OS AMALDIÇOOU EM NOME DO SENHOR. ENTÃO DUAS URSAS SAÍRAM DO BOSQUE, E DESPEDAÇARAM QUARENTA E DOIS DAQUELES MENINOS.

ZOO SACRO




      Se por ventura, eu me torna-se apócrifo.
      Em sagratura, capítulo Cruz Damasceno.
     Dedicado ao Imperativo desejo não humano, por ventura, por acaso, por caminho, por destino (?) e por fim, em teu contato com figuras de linguagem, a tua figura construída com linguagem, URSO, em convergência com a particularidade do nicho, eu em divergência ao sabor da carne, emulando teu livro de faces, constituindo a química que absorvi através de filamentos mecânicos.
     Eu fui em verdade, a verdade... e em conspirações zodiacais (temido virginiano), você tornou-me merecedor, em gratidão.
     Ao fim, em Apocalipse... “enquanto o tempo, ao qual durar”, prole de organicidade, canibalismo gentil, em que na epígrafe avessa, seja a epígrafe eterna.
     AMÉM.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MEL DO DRAMA

PRIMEIRAS GOTAS

Determinei o olhar, o virtuosismo do sol não soube rasgar as nuvens assim como teu ácido estomacal odoriza o absorver-me.
A fossa, pútrida, alojou-se no plexo solar, ascendeu da base, do básico.
Kundalini retorcida, exasperada pelo microorganismo que suplantei.
Vontade atendida, autodestruição catártica.
Consuma teu fôlego, falência cardíaca, estocada cênica, por favor goze, por favor, gozo!

FORMAÇÃO CHUVOSA

            FACA
            TÁBUA
            ALMEIRÃO
           
            Enrole cerca de 07 folhas da verdura acima citada, com uma pressão adequada para dissolver o vácuo, posicione-as sobre a tábua, lúdico domínio, sistematizar eliminação.
            Com o auxílio das unhas meça o deslizar da lâmina previamente afiada da faca, também acima citada, olhe para a câmera, sorria, “If you see me walking down the street/ And I start to cry each time we meet/ Walk on by, walk on by”, ele prepara o molho, a máquina centrifuga as meias, o sorriso nunca desaparece, ACREDITAR.
            “Molho ao modo Ricardo”, quem é Ricardo?
            O intestino, peristáltico, molho, meias brancas, jogo americano, pêssego: você subestima-me igual a minha mãe.
            Cortei o dedo, cores complementares, quem é Ricardo? Vou continuar tingindo o almeirão até você responder: QUEM É RICARDO?
            Enquanto isto, ele estende as meias no varal, sem sol!
“Make believe/ that you don't see the tears. Just let me grieve in private 'cause each time/ I see you/ I break down and cry/ and walk on by.”

FLUIDEZ AQUOSA

            Mensageiro dos ventos com ursos de acrílico, eles entoam e seus dedos aderem-se as minhas entranhas. Narro a evolução do circuito elétrico... biologia, escatologia, você assim deseja.
Fonemas divergentes do id, la película comienza:
            Eu absorto em ira, destroço com machado guarda-roupas de mogno;
            Eu vestido de lama, amaldiçoado por pastores televisivos;
            Eu chorando nu, arrancando pedaços de minha carne;
            Eu coma consciente; degustado por sêmen alheio.

            "¡NO HAY BANDA!”

            “Se não tivesse gostado de você, já o teria mandado embora”, entoou o urso de acrílico.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

UMA CRÔNICA LIGEIRAMENTE BIOGRÁFICA, MAIS AINDA LIGEIRAMENTE GAY!

Sexo é patético?

Resolvi escrever já que não o faço no período de dois meses.

Surgiu uma dúvida Hamletiana: melhor fazer ou escrever? Eu gosto das idéias em simbiose, principalmente no MSN, quando escrevo cenas ardentes, dignas do Marques de Sade e nem posso assumir que a revista “Nova” é a minha fonte primeva de inspiração.

Completo 30 dias na realização de uma cirurgia íntima, precisamente: postectomia. O enfermeiro que segurou minhas mãos na hora da cauterização (choques... tinha quase a certeza de que os inventores foram os nazistas... mas para meu espanto, o médico corrigiu-me: - judeus... emudeci) disse que fora uma plástica. Bastou! Meu ego foi restabelecido como a Fênix. Já me imaginei no Dr. Hollywood e toda a elite médica e masoquista vislumbrando os “lindos” e “esteticamente perfeitos” pontos que circundavam meu novo e descoberto...

Importante ainda ressaltar que nunca havia observado-o tanto, dando-lhe júbilos e resplendor por fazer parte de meu corpo. Mesmo roxo, inchado, inflamado, infeccionado, dolorido e sensível, meu urologista fez a ressalva de cunho patriótico e estrategista de que ele, meu falo, era adverso as estatísticas, para ser mais claro... um caso raro devido a ausência de inclinação... mas nem tudo são flores ou geometria.

O melhor é a consulta, a primeira consulta. Seu falo antes mostrado apenas para quem proporcionará prazer, agora será analisado cientificamente. Primeiro medo: a estética do médico, poderá ocasionar efeitos colaterais... controlo-me, ele analisa, e entre perguntas de minha “vasta experiência sexual em vida”, ouço:

-Você já mediu seu pênis?

Tamanho importa?!?!

Mas não há pessoa mais interessada nele do que o urologista, pois com certeza as pessoas com as quais copulei não conversavam comigo enquanto olhava em meus olhos dispondo uma atenção/relação igualitária. Isto para mim foi quase uma prova de amor perpétuo.

Organizado os fatos:

a) O pós-cirúrgico: ficar 30 dias sem ereção,

b) Remédio: deus sabe o que faz, porém, no mundo de Morfeu, os prazeres mais selvagens e inebriantes são vivificados. Então 8 dias após...fui Narciso e o “auto-erotismo’ corrompeu-me...prazer, dor e culpa, mas podia dormir em paz!

c) 30 dias... olho-o, ainda resta um ponto... reflito... penso no urologista... terei de esperar 18 anos para aos 40... então será outra história!




Kall Andrade – 10/03/09

PARA VOCÊ...


Determinados processos de vivência são surpreendentes, mas de uma forma caricata ou precursora de perturbação. Tento colocar os pés paralelos em prol de um equilíbrio benéfico mas por ventura surgem sorrisos despretensiosos dotados de cativante energia jovial... e toda a minha ousada tentativa de ser um outro é devastada. Não...saiba que as mudanças são o que há de melhor em mim e em todo os cosmo (lembrando de todo o processo de surgimento dos planetas e toda a evolução (ou não...) em nossos dias...) causar em essência minha arte e deixá-la em nosso físico é o modo em ação do que você gera em mim. Lábios os quais um sangue fluído acumula-se e sua coloração torna-se intensa, pele branca adocicada não por odores externos, mas sim por sua vivacidade, ingenuidade aliada aos conhecimentos de prazeres subversivos...
Há um engasgo em mim... uma impossibilidade...quando o represento em vida. Interiorizado em minha mente um súbito bem estar apodera-me, enfim estar um... ser um... deveria ser proibido isto... transgressor de cotidiano... ou singelamente o bebê que quero perpetuar em meus braços...tornando-nos HOMENS E HUMANOS.
Estás comigo...beijos

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SUITE (OVERTURE) III

DANÇA NO ESCURO
Kall Andrade
Paródia: Dance in the dark
Lady Gaga, Fernando Garibay
[Intro]Hahaaaa!
Silicone, naftalina, floral absorva-me baby
Eu sou livre, vadia!
Eu sou livre, vadia!

[Verse 1]
Construção inconsciente algo a escalar
Idealismo sem culpa a almejar
Ela cria rótulos pra viver,
pra viver
pra viver
Outro cerne a esconder pra viver,
Pra viver
Pra viver
Pra viver
Pra viver

[Chorus]
Baby, ela dança no escuro
Cega a tudo e a todos ao redor
Baby, ela dança
Ela dança no escuro

[Verse 2]
Busca verdades onde ela não está
Sofismos vulgares ela sempre fará
Ela cria rótulos pra viver
Pra viver
Renascer
Um cerne a esconder pra viver
Renascer
Outro dia morrer.

[Bridge]
No escuro
Baby ela dança no escuro
Hendrix, Zappa, Joplin com passos descalços, dor!
Nada faz sentido quando a causa é o fim
Toda noite em seu quarto, reza sim, reza, enfim
Com suspiro ou gemido, nega sempre seu destino
Quanto à lágrima que cai, ela dança no escuro


SUITE (OVERTURE) II

Escatologia

Kall Andrade
Paródia: Single Ladies
Harrell,Thaddis/Stewart,Christopher/
Kowles, Beyonce/Nash, Terius

Oh escatologia, escatologia (7x)
É ver pra crêr, hey!

Todo filho quer, todo pai gosta
De ver escatologia
Pra que Piaget, se eu tenho a tv
Ignoro a pedagogia
Educador hum, Serra ah!
Vivem sempre a brigar
Prepara pra apanhar, se na sala ele entrar
Por isto do salário a reclamar



Chorus
Sem solução na igreja, pra que rezar
Hanna Montana é exemplo que vou dar
Se bater o ECA vai pegar
Wait minute, agora eu vou chorar
buá buá buá buá...

CHORUS 2
Não, não quero mais ouvir o tal Rousseau
Se engravidar ferrou
Políticas não há, nem pensar
Hoje eu quero adotar, Malawi ajudar
Pro Ibope ganhar, pra revista posar
Manda à didática pastar
Sem fralda pra trocar
Evito até o cabelo arrancar
Camisinha usar
E a Super Nany vou matar.

SUITE (OVERTURE) I

PROPEDÊUTICA

Kall Andrade & Juliana Calligaris
Paródia: Paparazzi
Lady Gaga / Ashley Brooks

Meu cu no varal
Verbalismo mortal
Hipocrisia geral
Arregimento prudente de ações morais
Defeco para os legais
Chá entre crânios
Cheirando a urânio
Complôs e afins
Pesquisem a forma de se por um fim
Gozos em honra só por mim
Por que sempre quero mais

REFRÃO
Tu és meu grande fã
E quero dar-lhe uma chance
Prope prope dêutica
Promessas já não mais
O ego dissolver e sublimar

Teses em vão
Incongruência ou não
Deixar ou levar
Dispor de caminhos que nos façam andar
Blasfemar e humilhar
Avant premier
Tendões a gemer
Pinos a entreter
Bulinando verdades que ninguém quer ver
Excremento quer comer
Então vou lhe dizer


Barulhos, muletas e sensações
Sinopse, ápice, orgulho e ambição,
Marcação escolha o padrão
Boneca inflável nunca diz que não.