quarta-feira, 11 de maio de 2011

OX..igênio

Simplesmente só, em tempos que a dor sobrepõe ao julgo da inquietude e necessidade humana.
Ox conhecera a liberdade de maneira orgânica na qual o limite é apenas uma invenção gramatical. Entre experimentações carnais, sangue, suor, sêmen, saliva sulfúrico... amarga e cristã redenção “SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?”, na antropofágica cidade e sua fétida estrutura acolhedora, denotava o desprender de dogmas, conflitos, paradigmas, família, Estado, educação... pseudo-verdades advindas de fármacos, aplicavam-lhe a máxima “SER TUDO, DE TODAS AS MANEIRAS!”.
Respirar...inspirar...respirar...inspirar, assim como o oxigênio aero-transportado embasa tua permanência em vida – (“PRECISAMOS DE TRAQUESTOMIA!”)- pelas tuas origens fecundativas transportou o cerne da purificação – (“CUIDADO COM OS FLUÍDOS DELE!”)- vírus, demônio, culpa, mãe ou “DEUS SABE O QUE FAZ!” – (“ESTAMOS PRDENDO A PULSAÇÃO!”)-, entre intervenção ou introdução, respira-se o fim...
Mas o meio, depois do começo e antes do fim, colocou, chuva, trânsito, precariedade e um semáforo desconexo com a realidade.
Seu corpo rompeu... novamente... fora da ambulância, podia ser absorvido... ABSORTO, aguardo o túnel,a  luz e o fim...
Será?

terça-feira, 22 de março de 2011

PROJETO: NÓS DE NÓS MESMOS - DANCE IN THE DARK


PERSONAGEM: Acordei, e não consigo encontrar resposta para esta ação.
Sento na privada com meu ultimo cigarro tentando calcular o número de baratas mortas e não me assustando com a idéia de que elas passaram onde coloco a minha bunda agora.
Já orei mesmo descrente, já pedi mesmo cansado e eu não consigo para de pensar!!! Por favor, um instante de paralisia cerebral.
Abro a geladeira desligada, existe apenas uma garrafa de vodka, um gole, uma careta, um palavrão e um singelo BOM DIA.
Tento pensar na hora, nas responsabilidades, na roupa que ainda serve e em não ser tão dramático... sem pena, não preciso, isto não culmina meus empréstimos.
Bicicleta com pneu murcho, celular sem crédito. Caminho até o moto-táxi, imagino vários acidentes que ocasionalmente podem ocorrer, novamente oro, peço, bato palmas e ouço “Baby loves to dance in the dark...”
O moto-taxista prova sua virilidade acelerando, passando pelos buracos e esquecendo-se do sinal verde, está distraído com as mulheres em suas caminhadas matinais.
Ao chegar ao trabalho e tentando não sentir culpa pelo meu fracasso e o fracasso de todos... eu só desejo a resposta: será que realmente eu estou vivo?

PROCESSO: NÓS DE NÓS MESMO - REJEIÇÃO

FACE 1: Quantas vezes eu já lhe falei, avisei e implorei, mas o seu grande costume é pensar somente em você, você, você...
FACE 2: Levanta agora, e cumpra suas obrigações pois esta é A MINHA CASA!.
FACE 3: Aliás, o que você gosta de fazer? Além de não me ajudar,  tenho APENAS despesas...  ABAIXE isto antes que eu quebre!!!
FACE 4: Não confio mais em você, todos estes anos foram a mesma coisa, e uma desculpa diferente para conseguir o meu dinheiro. Eu fico limpando, lavando, passando desde os cinco anos de idade, enquanto você diz: Eu sei o que EU faço! Sua irmã apanhou horrores, passou até fome e você não, não tem este direito, nunca lhe faltou nada.
FACE 1: O que eu quero que você realmente saiba é que não sou sua mantenedora!!! Enfrentei pai, patrão e marido e não serão os filhos que irão sugar-me ainda viva. Saiba que, se BATER tem que me matar...
FACE 2: MATAR...
FACE 3: MATAR...
FACE 4: MATAR...
TODAS AS FACES: Assim como eu o matei ainda dentro de mim...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

II REIS 2:24 E, VIRANDO-SE ELE PARA TRÁS, OS VIU, E OS AMALDIÇOOU EM NOME DO SENHOR. ENTÃO DUAS URSAS SAÍRAM DO BOSQUE, E DESPEDAÇARAM QUARENTA E DOIS DAQUELES MENINOS.

ZOO SACRO




      Se por ventura, eu me torna-se apócrifo.
      Em sagratura, capítulo Cruz Damasceno.
     Dedicado ao Imperativo desejo não humano, por ventura, por acaso, por caminho, por destino (?) e por fim, em teu contato com figuras de linguagem, a tua figura construída com linguagem, URSO, em convergência com a particularidade do nicho, eu em divergência ao sabor da carne, emulando teu livro de faces, constituindo a química que absorvi através de filamentos mecânicos.
     Eu fui em verdade, a verdade... e em conspirações zodiacais (temido virginiano), você tornou-me merecedor, em gratidão.
     Ao fim, em Apocalipse... “enquanto o tempo, ao qual durar”, prole de organicidade, canibalismo gentil, em que na epígrafe avessa, seja a epígrafe eterna.
     AMÉM.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MEL DO DRAMA

PRIMEIRAS GOTAS

Determinei o olhar, o virtuosismo do sol não soube rasgar as nuvens assim como teu ácido estomacal odoriza o absorver-me.
A fossa, pútrida, alojou-se no plexo solar, ascendeu da base, do básico.
Kundalini retorcida, exasperada pelo microorganismo que suplantei.
Vontade atendida, autodestruição catártica.
Consuma teu fôlego, falência cardíaca, estocada cênica, por favor goze, por favor, gozo!

FORMAÇÃO CHUVOSA

            FACA
            TÁBUA
            ALMEIRÃO
           
            Enrole cerca de 07 folhas da verdura acima citada, com uma pressão adequada para dissolver o vácuo, posicione-as sobre a tábua, lúdico domínio, sistematizar eliminação.
            Com o auxílio das unhas meça o deslizar da lâmina previamente afiada da faca, também acima citada, olhe para a câmera, sorria, “If you see me walking down the street/ And I start to cry each time we meet/ Walk on by, walk on by”, ele prepara o molho, a máquina centrifuga as meias, o sorriso nunca desaparece, ACREDITAR.
            “Molho ao modo Ricardo”, quem é Ricardo?
            O intestino, peristáltico, molho, meias brancas, jogo americano, pêssego: você subestima-me igual a minha mãe.
            Cortei o dedo, cores complementares, quem é Ricardo? Vou continuar tingindo o almeirão até você responder: QUEM É RICARDO?
            Enquanto isto, ele estende as meias no varal, sem sol!
“Make believe/ that you don't see the tears. Just let me grieve in private 'cause each time/ I see you/ I break down and cry/ and walk on by.”

FLUIDEZ AQUOSA

            Mensageiro dos ventos com ursos de acrílico, eles entoam e seus dedos aderem-se as minhas entranhas. Narro a evolução do circuito elétrico... biologia, escatologia, você assim deseja.
Fonemas divergentes do id, la película comienza:
            Eu absorto em ira, destroço com machado guarda-roupas de mogno;
            Eu vestido de lama, amaldiçoado por pastores televisivos;
            Eu chorando nu, arrancando pedaços de minha carne;
            Eu coma consciente; degustado por sêmen alheio.

            "¡NO HAY BANDA!”

            “Se não tivesse gostado de você, já o teria mandado embora”, entoou o urso de acrílico.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

UMA CRÔNICA LIGEIRAMENTE BIOGRÁFICA, MAIS AINDA LIGEIRAMENTE GAY!

Sexo é patético?

Resolvi escrever já que não o faço no período de dois meses.

Surgiu uma dúvida Hamletiana: melhor fazer ou escrever? Eu gosto das idéias em simbiose, principalmente no MSN, quando escrevo cenas ardentes, dignas do Marques de Sade e nem posso assumir que a revista “Nova” é a minha fonte primeva de inspiração.

Completo 30 dias na realização de uma cirurgia íntima, precisamente: postectomia. O enfermeiro que segurou minhas mãos na hora da cauterização (choques... tinha quase a certeza de que os inventores foram os nazistas... mas para meu espanto, o médico corrigiu-me: - judeus... emudeci) disse que fora uma plástica. Bastou! Meu ego foi restabelecido como a Fênix. Já me imaginei no Dr. Hollywood e toda a elite médica e masoquista vislumbrando os “lindos” e “esteticamente perfeitos” pontos que circundavam meu novo e descoberto...

Importante ainda ressaltar que nunca havia observado-o tanto, dando-lhe júbilos e resplendor por fazer parte de meu corpo. Mesmo roxo, inchado, inflamado, infeccionado, dolorido e sensível, meu urologista fez a ressalva de cunho patriótico e estrategista de que ele, meu falo, era adverso as estatísticas, para ser mais claro... um caso raro devido a ausência de inclinação... mas nem tudo são flores ou geometria.

O melhor é a consulta, a primeira consulta. Seu falo antes mostrado apenas para quem proporcionará prazer, agora será analisado cientificamente. Primeiro medo: a estética do médico, poderá ocasionar efeitos colaterais... controlo-me, ele analisa, e entre perguntas de minha “vasta experiência sexual em vida”, ouço:

-Você já mediu seu pênis?

Tamanho importa?!?!

Mas não há pessoa mais interessada nele do que o urologista, pois com certeza as pessoas com as quais copulei não conversavam comigo enquanto olhava em meus olhos dispondo uma atenção/relação igualitária. Isto para mim foi quase uma prova de amor perpétuo.

Organizado os fatos:

a) O pós-cirúrgico: ficar 30 dias sem ereção,

b) Remédio: deus sabe o que faz, porém, no mundo de Morfeu, os prazeres mais selvagens e inebriantes são vivificados. Então 8 dias após...fui Narciso e o “auto-erotismo’ corrompeu-me...prazer, dor e culpa, mas podia dormir em paz!

c) 30 dias... olho-o, ainda resta um ponto... reflito... penso no urologista... terei de esperar 18 anos para aos 40... então será outra história!




Kall Andrade – 10/03/09

PARA VOCÊ...


Determinados processos de vivência são surpreendentes, mas de uma forma caricata ou precursora de perturbação. Tento colocar os pés paralelos em prol de um equilíbrio benéfico mas por ventura surgem sorrisos despretensiosos dotados de cativante energia jovial... e toda a minha ousada tentativa de ser um outro é devastada. Não...saiba que as mudanças são o que há de melhor em mim e em todo os cosmo (lembrando de todo o processo de surgimento dos planetas e toda a evolução (ou não...) em nossos dias...) causar em essência minha arte e deixá-la em nosso físico é o modo em ação do que você gera em mim. Lábios os quais um sangue fluído acumula-se e sua coloração torna-se intensa, pele branca adocicada não por odores externos, mas sim por sua vivacidade, ingenuidade aliada aos conhecimentos de prazeres subversivos...
Há um engasgo em mim... uma impossibilidade...quando o represento em vida. Interiorizado em minha mente um súbito bem estar apodera-me, enfim estar um... ser um... deveria ser proibido isto... transgressor de cotidiano... ou singelamente o bebê que quero perpetuar em meus braços...tornando-nos HOMENS E HUMANOS.
Estás comigo...beijos